Chora meu bem, pode chorar!

12 de dezembro de 2009 at 6:22 pm (1)

Meio ambiente! Hoje em dia é moda falar do meio ambiente, de como devemos nos preocupar com ele e fazer “nossa parte”. Será que eu faço a minha parte?

Bom, eu evito andar de carro, mas é porque o trânsito é uma merda, e eu prefiro andar de metrô ou bicicleta. Eu não ligo para o meio ambiente, eu ligo para mim! Eu faço isso porque é saudável para mim!

Aliás, querem mesmo saber a minha opinião respeito dessa babaquice toda?

Olhem esse vídeo:

Terminaram de ver? Pois então, depois de um discurso como esse, não há absolutamente nada que eu possa escrever para acrescentar algo. Esse cara tirou as palavras da minha boca. Eu sei que o vídeo é de uma apresentação de stand-up, um “simples” texto de comédia, mas tem um fundo verídico incontestável. Boa parte da encrenca em que nos metemos é culpa da presunção humana de achar que temos nas mãos a responsabilidade de cuidar do planeta. NÓS NÃO SOMOS NADA! O planeta muda, sempre mudou e sempre mudará! Já foi uma bola de gelo, e agora é uma bola de terra. Um dia, talvez, seja uma bola de fogo, e depois volte a ser uma bola de gelo.

O clima está mesmo equentando? As temperaturas são as mais altas dos últimos 200 anos? QUEM SE IMPORTA? Eu não estava aqui a 200 anos atrás, eu estou aqui AGORA, e agora nós temos ar condicionado !!! E, afinal, quanto é nossa parcela de culpa nesse aumento? Se não fosse a presença humana, será que o clima não estaria esquentando do mesmo jeito? Ou talvez esquentasse menos? Talvez esquentasse MAIS!

EU NÃO SEI, E NINGUÉM SABE!

As pessoas tem a mania desagradável de “profetizar” as coisas. A sorte é que essas previsões são mais furadas que cueca de cobrador. O pessoal faz um alarde exagerado a respeito de TUDO. Além do clima quente, reclamam da chuva em excesso! QUEM SE IMPORTA!? Eu gosto de chuva! EU PRECISO DE CHUVA! Eu tinha medo de que a água do mundo acabasse e eu não pudesse mais tomar banhos de 50 minutos! Qual é o problema da chuva?

O problema não é a chuva, é a falta de recursos para fazer bom uso dela. O governo deveria canalizar toda essa água e usá-la para uma série de utilidades. Enchente não é um “sinal do fim dos tempos”, é um sinal de “político imbecil”, de “ocupação irregular”.

Enfim, a verdade é que eu me preocupo sim com o meio ambiente, mas me preocupo de maneira egoísta, como todo mundo! Eu não ligo pras baleias nem pros chipanzés, eu ligo pra MIM. Eu quero um lugar limpo e saudável para MIM! Os eco-chatos não admitem isso, mas defendem o planeta com o mesmo egoísmo que eu!

Quem não gosta do que eu digo, foda-se, VAI PRA PUTA QUE PARIU!

Mas vai de bike!

Mudando de assunto, aqui vai uma tirinha especial para todos vocês:

É uma “paródia” que meu grande amigo Guilherme Esteves (Molico) fêz sobre minha tirinha. Se não der para visualizar direito, clique na imagem para abrí-la em outra página.

Outro Bônus para tentar compensá-los por mais um atraso: Um desenho que eu fiz a 2 meses atrás. O desenho está tosco, a HQ está longa e a piada é fraca, mas algumas pessoas deram risada, então vale à pena dar uma olhada, mas não esqueçam de seguir a ordem, se não perde toda a graça (siga a numeração).

Clique na imagem para vê-la ampliada.

Gostaria de agradecer imensamente a todos que me visitaram desde  início do meu blog, em especial ao trio fantástico do Fiofó (link ao lado). Já ultrapassei 2.300 visitas nesse curto espaço de tempo.

Muito obrigado, e grande abraço

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10 Comentários

  1. kauesrp4 said,

    cara da uma olhada nu meu blog
    http://www.politicasemmedo.blogspot.com

    é o mesmo genero que o seu, vamos fazer algum tipo de parceria, pois já estou farto de fazer parcerias com blog apenas de downloads, este é um dos primeiros blogs que eu conheço que fala sobre as mesmas coisas que o meu enfim,.. adicione-me kf11@hotmail.com

  2. Marcel said,

    O mais perigoso inimigo é o “eu” de cada um, segundo definiria Nietzsche.

  3. Jefhcardoso said,

    Certa vez alguém atribuiu a Voltaire a frase que dizia que, “um bom humorista (na ocasião referindo-se a um bobo da corte) pode derrubar um rei”.
    Sempre vemos nos jornais abordarem as questões climáticas e ambientais com muita autoridade, e o planeta com propriedade; “vamos salvar o planeta” é o que dizem.
    Quão ridícula e prepotente é esta afirmação ainda não havia me ocorrido. Parabéns, Paiva! Escolheu muito bem o assunto.
    Abraço: Jefhcardoso.

  4. Molico said,

    Rá! Poxa… se eu soubesse que merecia uma “publicação”, eu tinha caprichado mais e não pararia nesse esboço!

    É… o texto do nosso amigo comediante realmente reflete algo em que é difícil de se pensar…

    Mesmo assim, apesar de sermos apenas uma espinha nesse fragmento de big bang, o “kit básico” do bom parasita vale… Não mate seu hospedeiro.
    Tá bom, não encaixa muito bem, mas se pudermos adiar nossa varrição desse lugar e mantê-lo habitável por mais algum tempo, eu não vejo porque não fazê-lo.

    Aliás… Muito dessa conversa toda pode se resumir em comportamento e cultura humana.
    Só de viver em um lugar mais limpo já me acalmaria bastante quanto a isso.
    Admito – Pode considerar saudosismo ou (esqueci a outra palavra que cabia melhor) mas não me importaria nem um pouco de voltar pra época das sacolas de papel e “cascos” de vidro.

    E é bem verdade que preferia mesmo o gosto de vidro na minha bebida e papel na minha comida a esse PET que podia ser muito bem REutilizado mas que, repito, por falta de cultura ou desleixo mesmo não o é.

    Torço pra viver num lugar melhor e se quiser mesmo chamar isso de “salvar o planeta” eu ainda me faço acreditar que uma era glacial não passou de um sonho de um arqueólogo que esqueceu de desligar o ar condicionado.

    Pô, Zé!!!
    VAI PLANETAAAA!

    rarararara

  5. Carol said,

    ASUIDHIUSHD. ÓTIMO post esse último, Fe…

    Além de me render boas risadas com o stand-up comedy.
    sobre isso:
    do meu ponto de vista, além de não sermos nada comparado à imensidão do planeta Terra (que é nada comparado à imensidão do Universo… e assim por diante já que eu não sei o que contém o Universo), não é nosso dever protegê-lo para as gerações futuras, e eu sei que essas gerações serão meus filhos e netos(?), mesmo assim, se estudamos tanto e pensamos tanto para evoluir e tornarmos o que somos hoje e transformarmos o que temos hoje, pra quê parar agora? O estrago já está feito! E como os ecologistas e biologos dizem por aí, seria necessário mais de 300 anos para deixar o planeta Terra perto de como era antes dessa farra tecnólogica e as milhares de toneladas de lixo diárias, os esforços seriam disperdício de tempo e idéias.

    Como você, e os ecologistas, e os biologos, e etc. eu sou só mais uma pessoa querendo proteger o planeta por motivos egoístas, prefiro pés à escapamento como meios de gastos energéticos, sem contar que a energia gasta pelos pés é calórica e faz bem não só ao meio ambiente, mas à saúde.

    O conselho continua, envie seus “Kits” para algum jornal ou revista e veja no que dá.

    beijo, beijo

  6. Daniel "Beça" said,

    Huhahuahuauhhua esse post está impagável! Principalmente a das dicas básicas de conservação da pitomba…

  7. lanny said,

    muito interessante!!muito massa seu blog!!kkkkkkkkkkkk
    voltarei mais vezes!obrigada pela recomendação.
    bjimmm

  8. Jefhcardoso said,

    Eaê Felipê! Tudo bem? Vim aqui para lhe dizer que usei seu santo nome em vão em meu último post. La eu falo deste movimento literário que fará tremer o mundo das letras em breve.
    Aguardo seu comentário.
    Abraço: Jefhcardoso.

  9. Red said,

    Heheheh… boa, Zé!

    Seu texto fez com que eu me lembrasse da primeira aula sobre meio ambiente que dei, deve ter sido há uns 3 anos… tratei o aquecimento global como uma possibilidade e os alunos ficaram meio que chocados – assim como nós, sempre ouviram falar do assunto como se fosse algo comprovadamente verdadeiro. Deve ser por causa dessa nossa mania de grandeza, achar que temos domínio de tudo – tanto para o bem quanto para o mal.

    E olha o meu garoto por aí também, mandando bem! 😉

    =]

  10. Lucas said,

    Sempre vi o George Carlin mais como um pensador que um comediante.

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